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Quem não se lembra dos seus colegas de escola?
Aqueles amigos com quem nos alegrávamos e nos divertíamos durante o período escolar.
Uma hora nos damos conta que o tempo passou, uns se foram, outros ainda continuam próximos, mas aqueles com quem nos identificamos, sempre estarão nas nossas melhores lembranças.
A Gabrielle é uma dessas pessoas.
Conviveu grande parte da fase escolar comigo, tendo se relacionado de forma presente e contínua e prestando auxílio a minha pessoa e aos demais membros da classe quando necessário. Que bacana era aquele tempo.
Menina firme, decidida, hoje estudante de Direito na Puc Campinas, com certeza será uma excelente advogada.
Uma vez perguntei a ela, como era conviver com um colega portador de deficiência física e então tive uma resposta de uma pessoa que desde aquela época já devia pensar em cuidar dos direitos das pessoas, pois ela respondeu que nunca enxergara de forma pejorativa ou anormal e que inclusive esse convívio teve muito a agregar. Sua percepção em relação aos demais membros da classe é que o nosso grupo , no qual ela e eu fazíamos parte, todos me enxergavam como mais um e outra parcela da classe que se mantinha um tanto distante não tinha essa espontaneidade, talvez por me acharem diferente ou mesmo porque tinham uma falha em sua própria socialização. Ela relatou que tinha certa dificuldade em me ajudar no quesito mobilidade, apesar da escola estar adequada para isso com elevadores e rampas de acesso.
Embora haja muito tabu sobre a questão de oportunidades e acessibilidade dos portadores de deficiência, não só na Universidade, mas em lugares diversos ela disse “Precisamos de uma sociedade em que todos possam ser inseridos e não excluídos. É respeitar e lidar com tais diferenças, afinal somos todos diferentes.”
Sim, somos todos diferentes.
